GP de Mônaco – Análise Final

Encerrada a sexta etapa da temporada 2016 de Fórmula 1, onde agora equipes e pilotos, já trabalham visando o Grande Premio do Canadá, o sétimo desafio do ano. Mas antes disso, o GP de Mônaco, que até aqui, se mostrou um dos mais emocionantes do ano, deixou a certeza de que o campeonato reabre com a ‘ressurreição’ de Lewis Hamilton, após diversos insucessos do britânico nas cinco primeiras corridas do ano. Alem disso, o GP em Montecarlo também deixou algumas afirmações e porque não especulações interessantes até para o restante da temporada, que vamos mostrar a seguir.

Hamilton renasce

Nenhum piloto no grid atual da Fórmula 1 precisava tanto vencer uma corrida, quanto Lewis Hamilton. O britânico tricampeão mundial, que dominou as duas ultimas temporadas da maior categoria do automobilismo mundial, vivia um jejum tanto quanto incomum dado a superioridade atual dos carros da Mercedes. Hamilton que não vencia desde o Grande Premio dos Estados Unidos de 2015, corrida que na qual o consagrou tricampeão do mundo. Desde então, entre alguns segundos e terceiros lugares, Hamilton teve de conviver com os triunfos daquele que hoje é o seu maior rival no grid atual, Nico Rosberg, e que dominou a cena da Fórmula 1 atual, nas ultimas três corridas do ano, e ainda venceu as quatro primeiras do ano, tendo a sua sequencia de vitorias quebrada no GP da Espanha após a vitoria histórica de Max Verstappen. No ultimo domingo, a vitoria Hamilton alem de ser o primeiro triunfo do britânico em oito corridas, trouxe de volta o tricampeão a briga pelo campeonato, uma vez que Rosberg terminou a corrida apenas na sétima posição.

Rosberg tem fraca atuação

Bem longe daquele Rosberg arrasador das quatro primeiras corridas do ano, no ultimo domingo o que se viu em Mônaco foi um Nico Rosberg literalmente acuado por conta das condições climáticas imprevisíveis de Montecarlo. Após manter a segunda posição no grid por conta da largada com Safety Car, Rosberg se viu em uma condição constrangedora ao praticamente ‘segurar’ o pelotão de carros atrás da sua Mercedes, dada a inoperância do alemão em tentar um ataque a Daniel Ricciardo, que disparou nas voltas iniciais. A ‘lentidão’ de Rosberg teve um preço, quando ele se viu praticamente obrigado a ceder a posição para Lewis Hamilton que vinha logo atrás, e visivelmente mais rápido que o piloto alemão. Após ceder a posição a Hamilton, o que se viu de Rosberg nas ruas de Mônaco foi um arremedo daquele piloto seguro das provas iniciais. A partir disso, resta saber se a péssima atuação em Mônaco somado ao fato de ceder a posição para Hamilton que venceu a corrida, não vai ter influencias no restante da temporada do alemão.

Daniel Ricciardo e Red Bull foram os maiores derrotados do final de semana

Após um final de semana que parecia perfeito, com boas performances nos treinos livres, e uma estratégia de corrida que começou a ser traçada no Q2 do treino classificatório, uma largada sem maiores problemas por conta do Safety Car, e um primeiro trecho de corrida aonde Daniel Ricciardo chegou a estar quase 12s a frente das Mercedes, algo raro tamanho domínio e superioridade da equipe alemã na F1 atual, o australiano jamais imaginaria que seria ‘traído’ pela equipe em uma parada box mal sucedida na 32ª volta, quando Ricciardo optou por colocar os pneus para pista seca, que o levaria até o final da corrida. Após a trapalhada nos boxes, Ricciardo voltou exatamente atrás de Hamilton na pista, permanecendo assim até o final da corrida. No pódio, a expressão de descontentamento do piloto australiano era visível, uma vez que Ricciardo é reconhecido no meio da Fórmula 1, pelo largo sorriso. Sem duvida alguma, a Red Bull e Daniel Ricciardo saíram de Mônaco com inúmeros motivos para lamentar.

Ferrari perde espaço para Red Bull

Aquela equipe que no inicio da temporada parecia pintar como rival direta da Mercedes parece perder terreno dado o avanço e as boas performances da Red Bull. A Ferrari, que chegou a fazer bons treinos em Mônaco, não teve o mesmo desempenho na corrida. Claro que dentro do contexto das ruas apertadas de Montecarlo, insere-se a dificuldade de ultrapassar onde Vettel acabou perdendo a chance de ir ao pódio para a Force India de Sergio Perez, que ficou em terceiro. Kimi Raikkonen por sua vez, envolveu-se em um incidente ainda no inicio da corrida, onde teve de abandonar a corrida.

Destaque positivo do final de semana vai para Force India

Equipe de bom desempenho no final de semana, tanto nos treinos, mas em especial na corrida, a Force India, que começou a temporada com algumas dificuldades de acerto em seus carros, foi aquela equipe que melhor aproveitou as oportunidades em Mônaco. Com um espetacular terceiro lugar de Sergio Perez, que teve a frieza necessária para segurar as investidas de Sebastian Vettel, o mexicano conquistou o segundo pódio pela Force India, o primeiro havia sido no GP da Rússia da temporada passada. Nico Hulkenberg por sua vez também conseguiu outro bom resultado para a equipe, com um sexto lugar, após superar Nico Rosberg na ultima volta da corrida, feito que também foi muito comemorado pela equipe, que vislumbra outras boas performances no ano, assim como foi na parte final da temporada passada.

Clima na Sauber esquenta entre seus pilotos

Após uma disputa intensa na pista que culminou em um incidente entre seus dois pilotos no circuito de Montecarlo, a Sauber terá de administrar o clima ruim que ficou após o ocorrido, que tirou seus dois carros da prova. Marcus Ericsson que pedira a equipe que Felipe Nasr lhe cedesse a posição na pista, fato que foi rechaçado por Nasr prontamente via radio de equipe, e que causou o incidente entre ambos, terá de ser administrado internamente, para não prejudicar ainda mais o momento da equipe Suíça, que além das dificuldades em pista, ainda sofre com as dificuldades financeiras.

Felipe Massa ‘salvou’ um final de semana ruim, pontuando em Mônaco

Em um final de semana marcado por inúmeras dificuldades de acerto em seus carros, a Williams saiu de Mônaco com um ponto, conquistado por Felipe Massa. Em um domingo para esquecer a escuderia britânica parece definitivamente fadada a ser a quarta força dentro do grid atual, onde a realidade de momento é disputar no grid contra carros como Toro Roso Haas e até a McLaren, ao contrario do que foi a Williams em 2014, quando chegou por vezes a incomodar a Mercedes na luta por vitorias. Para a próxima etapa no Canadá, as características do circuito Gilles Villeneuve, com longas retas que favorecem as qualidades de quem tem o motor Mercedes, como é o caso da Williams, podem oferecer um melhor desempenho para os britânicos, na tentativa de melhorar o fraco desempenho em Mônaco.

Novidade no paddock da F1 é a disputa por vagas na Renault em 2017

Fato especulado visando a próxima temporada é a possibilidade de trocas em diversas equipes já pensando na temporada de 2017. Ao longo do final de semana em Mônaco a noticia que agitou o paddock é a possibilidade de trocas na equipe Renault para a temporada que vem, onde diversos nomes já são especulados para a temporada seguinte na equipe francesa, onde até os dois Felipe já tem seus nomes especulados, uma vez que ambos tem seus contratos encerrados com suas escuderias ao final desta temporada. Outro ex-piloto da categoria que esteve em Montecarlo, e que tenta retornar ao circo da Fórmula 1 é Pastor Maldonado. O venezuelano esteve conversando com dirigentes de algumas escuderias onde há possibilidade de vagas para 2017, mas nada de concreto por anunciado. Importante ressaltar que o período onde geralmente as equipes realizam seus anúncios para a temporada seguinte é o mês de agosto, quando acontecem as chamadas férias de verão, onde as equipes além de se preparar para a parte final da temporada, também começam a pensar a temporada seguinte.

Próximo desafio: GP do Canadá

A Fórmula 1, que daqui pouco mais de uma semana desembarca na América do Norte para a sétima etapa da temporada, no Grande Premio do Canadá. Circuito já tradicional no calendário da Fórmula 1, o traçado canadense leva o nome de uma lenda das pistas, o ex-piloto da Ferrari Gilles Villeneuve. O circuito que fica em uma área que foi utilizada nas Olimpíadas de Montreal em 1976, nada mais é do que uma ilha artificial, dentro da cidade de Montreal. Com 4.361km de extensão, a corrida deverá ter aproximadamente 70 voltas, com largada prevista para as 15h, pelo horário de Brasília.

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