Palco tradicional da F1, GP da Hungria marca o décimo desafio da temporada

Seguindo o ditado que adaptado de um clássico da musica sertaneja, onde ‘panela velha é que faz comida boa’, o GP de Hungria tem tudo para seguir o script de que ‘pista velha que é faz corrida boa’, ainda mais se tratando de um palco tradicional da Fórmula 1. Em um traçado curto e travado, onde a Fórmula 1 desde 1986 corre ininterruptamente em solo húngaro, o GP da Hungria pode determinar os rumos para a reta final do campeonato mundial de pilotos.

Mercedes deve sobrar perante rivais

Seguindo o roteiro de uma temporada de uma ‘equipe só’ a Mercedes deve confirmar seu favoritismo em Budapeste. Hamilton e Rosberg devem travar mais um duelo a parte pela vitória e a luta pelo campeonato. Ainda assim, vale lembrar que se tratando de um circuito travado surpresas podem acontecer, onde a equipe alemã chega a Hungria admitindo uma certa preocupação com os freios dos seus carros.

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Williams chega a Hungria querendo apagar erros cometidos na Inglaterra

Querendo apagar os erros cometidos em Silverstone e que custaram um lugar no pódio para um de seus carros, a Williams chega a Budapeste com o pensamento de que pode ter um carro competitivo ao longo do final de semana e lutar por mais um pódio na temporada. Ainda carecendo de uma melhor estratégia de corrida, a equipe britânica mostrou uma franca evolução nas que vem desde o GP do Canadá, onde já deu mostras de que está prestes a superar a Ferrari, até então a segunda força no grid na atual temporada.

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Ferrari tenta recuperar ‘terreno’ perdido para Williams

Consolidada até então como segunda força no grid atual, a Ferrari perdeu espaço para uma Williams que cresceu muito nas ultimas corridas. Salvo o erro da equipe britânica que deu de ‘presente’ o pódio para Sebastian Vettel na Inglaterra, a Ferrari sabe que precisa reagir após uma franca evolução dos carros da Williams, que hoje é a sua principal adversária no grid atual.

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Brasileiros chegam a Budapeste com contratos renovados por suas escuderias

A boa notícia para os pilotos brasileiros, e porque não para o automobilismo brasileiro, foi a confirmação de Felipe Nasr e Felipe Massa na temporada de 2016. Confirmado oficialmente pela Williams para 2016, Felipe Massa irá para a sua terceira temporada com a equipe britânica, tendo seu vinculo estendido até o final de 2016. O mesmo vale para Felipe Nasr, que teve confirmada pela equipe Sauber a continuidade do seu contrato, para a próxima temporada. O novato brasileiro irá para a sua segunda temporada na Fórmula, onde Nasr pode ser considerado uma das revelações na temporada atual.

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Final de semana deve marcar homenagens a Jules Bianchi

Após lutar pela vida nos últimos 9 meses que ficara em coma, no último dia 17/07, foi confirmada a morte do piloto frances Jules Bianchi. A morte de Bianchi, foi a primeira na Fórmula 1, após o final de semana do GP de San Marino de 1994, que teve as mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Desde então a fórmula passara 21 anos sem nenhuma morte de algum piloto da categoria. Na última terça-feira, em Nice no sul da França, foram prestadas as últimas homenagens ao jovem piloto francês. Entre os pilotos atuais, Nico Rosberg já confirmou que usará a hashtag #JB17 em homenagem a Bianchi. Por fim, a FIA deve confirmar a ‘aposentadoria’ do número 17 nos carros da F1, em homenagem a Jules.

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Palco de duelo histórico entre brasileiros, GP da Hungria conta com 6 vitórias de brasileiros

No calendário da Fórmula 1 desde 1986 sem nenhuma interrupção, o GP da Hungria é um local de bon retrospecto entre os pilotos brasileiros. Ao todo somam-se seis vitórias de pilotos brasileiros, duas com Nelson Piquet (1986 e 1987), três com Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991) e uma de Rubens Barrichello em 2002. Além disso, o GP húngaro ficou marcado para os brasileiros, com a manobra sensacional de Nelson Piquet sobre Ayrton Senna, em 1986. Na ocasião, Piquet e Senna duelaram por várias voltas pela ponta da corrida, até a ultrapassagem antológica de Piquet que teve de colocar o carro de lado para conseguir ultrapassar Senna, assumir a liderança da corrida, para aí vencer a prova.

GP da Hungria será no horário tradicional das manhãs de domingo

Horário tradicional para os brasileiros, o GP da Hungria terá a sua largada marcada para as 9 da manhã, pelo horário de Brasília. A corrida será disputada em 78 voltas nos 4.381km. Sendo este o segundo menor circuito da temporada, em extensão, perdendo apenas para Mônaco. Após o GP húngaro, a F1 terá uma pausa de um mês, retornando apenas no final de agosto no GP da Bélgica, no período conhecido para os pilotos como a ‘pausa’ para as férias de verão, retornando em Spa-Francorchamps para a parte final do campeonato. E ao longo do final de semana, o ‘Volta Final’ vai acompanhar o que de melhor acontecer na décima etapa do campeonato mundial de Fórmula 1.

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